Sobre:

  • POLINA é uma cantora e compositora nascida na Rússia com base em Los Angeles. 
  • Seu single “Book of Love” com Felix Jaehn é um hit certificado de ouro na Alemanha, onde chegou ao #1 nas paradas airplay por 4 semanas consecutivas. 
  • Co-escreveu e gravou vocais para a faixa “Legacy” do Eminem, que fez parte do álbum ganhador do Grammy “The Marshall Mathers LP2”. 
  • POLINA co-escreveu também “Party All Night (Sleep All Day)” do Sean Kingston, que chegou ao Top 10 na parada oficial de singles no Reino Unido e fez parte da trilha sonora do filme “The Inbetweeners”.  
  • POLINA já escreveu para Rihanna e Katy Perry e participou de singles de Tiesto, Steve Aoki e Kaskade. 
  • Seu single “Fade To Love” é certificado de ouro na Itália. 
  • Já se apresentou em grandes festivais de música como Ultra, Tomorrowland e Electric Zoo. 
  • Curiosidade: POLINA é filha da cantora pop russa ANKA e do pintor abstrato Ruslan Gudiev. 

  

ENTREVISTA POLINA 

Nos fale um pouco sobre o processo de criação de “Faena.” 
Você pode nos contar sobre o dia – e o lugar – que a inspirou? 

 P: Estive em Faena em maio para uma visita. Lembro-me de estar na varanda do meu quarto no meu último dia lá, e foi uma sensação agridoce. Faena é tão linda e tão mágica. Isso meio que influencia suas interações com as pessoas ao seu redor, pessoas que você pode conhecer. Para mim, as duas semanas lá pareceram uma pequena vida, e eu me senti como se estivesse em um universo diferente. Pode ser alguém que você conhece e nunca mais vê, o que traz aquela sensação agridoce, um pouco melancólica. Além disso, fiquei tão impressionada com a beleza de Faena e sua história. Conheci o criador do Faena, Alan Faena, e fiquei sabendo como ele criou o primeiro Faena em Buenos Aires e depois criou outro em Miami. Como uma pessoa criativa, fiquei realmente inspirada por sua história e como tudo lá, tudo que você vê, tem tanta simbologia. Para mim, cada cantinho, onde quer que você olhe, significa algo. E quando você conhece Alan e ouve sua história, entende que tudo ao seu redor não é apenas visual, mas que tudo significa algo para ele e tem sua história. Lembro-me de olhar para o oceano e olhar para Faena e pensar: “Ahh, tenho que partir amanhã!” Eu literalmente comecei a cantar a melodia “I left my heart in Faena (Eu deixei meu coração em Faena)“. O refrão da música veio naquele momento. E foi assim que tive a ideia inicial. 

O que a canção significa para você? Qual sentimento ela te traz?  

P: A música captura tudo o que eu estava sentindo lá, com a beleza de Miami e a beleza de Faena.
Tive a ideia inicial lá e escrevi a música inteira no avião de volta para a Europa. Eu queria capturar essa sensação em um potinho, então tive que botar tudo para fora.
Para mim, a sensação é um pouco melancólica. Você sabe que algo não foi feito para durar, mas você quer, então você coloca tudo em uma música. É exatamente assim que me senti.
Quando cheguei à Europa, já tinha toda a música escrita. 

Como foi sua vida crescendo na Rússia em uma família tão artística?
O quanto isso influenciou seu amor pela música e sua carreira?  

P: Definitivamente não foi uma infância comum. Acho que, por causa dos meus pais, pude vivenciar muitas coisas um pouco cedo. Eu estava sempre indo em shows e exposições. Nunca estive realmente perto de pessoas da minha idade. Eu fui exposta a muitas coisas interessantes enquanto crescia. Desde que me lembro, eu sempre estava me apresentando. “Deixe-me ir para a sala de estar e dançar e cantar na frente do espelho”, eu dizia. Meus pais foram muito espertos em me colocar na escola de música no início da minha vida, aos seis anos. Comecei cedo com música clássica e comecei a escrever canções, produzindo e cantando-as. A música clássica me deu uma base tão boa e um amor pela música e ética de trabalho. Na Rússia é bastante rígido e, para competir, você tem que trabalhar muito. Eu adquiri aquele amor pela música e por trabalhar na minha arte muito cedo. E, claro, tendo uma mãe pop star, pude vê-la fazendo shows e gravando clipes, e sendo parte disso, lembro-me de ter pensado “Eu quero isso. Isso é o que eu quero para mim.” E isso me moldou. Se não fosse pelo apoio deles, mesmo quando me mudei para os Estados Unidos, acho que não estaria onde estou. É incrível ter essa compreensão e amor. 

Você é uma compositora ou artista em primeiro lugar? Qual vem mais naturalmente para você?  

P: Acho que sou os dois de maneiras diferentes. Sempre adorei dançar e desde os quatro anos fazia participações especiais em vídeos. Trabalhei também como modelo quando era jovem. Mas para mim acho que veio mais da música. Comecei a escrever músicas e tive que gravá-las porque, naquele momento, para mostrar (as músicas) eu tinha que cantá-las. Então, para mim, desenvolver minha voz e meu som era algo no qual eu tinha que trabalhar. Para mim, foram sempre as canções e a música em primeiro lugar. Mesmo quando me mudei para os Estados Unidos, meus primeiros passos como compositora foram em Nova York, depois que me formei na Berklee. No início, eu estava escrevendo muito e gravava os demos das minhas músicas. Foi assim que acabei aparecendo em muitas gravações de DJs. DJs ouviam meus vocais apresentando a música e falavam “Peraí, quem é ela?” Mesmo quando eles tentavam achar alguém maior para regravar a música, eles percebiam que realmente amavam os vocais originais. Pra mim, sempre foi através da composição e criação de música, mas mais tarde comecei a me apresentar e agora é algo pelo qual vivo. E também adoro o aspecto visual da criação – seja uma capa de um single ou um vídeo – eu realmente amo o processo visual, a arte disso. 

Suas composições são incríveis, e suas músicas já foram gravadas por grandes artistas como Eminem e Sean Kingston. Como é o processo de criação para você? 

P: Às vezes vem a melodia na cabeça, às vezes é a letra e eu vou ao piano e apenas brinco com ela. Às vezes eu ouço uma faixa, especialmente quando eu costumava trabalhar muito no mundo da música dance/EDM. Normalmente, se eu gosto da faixa, reajo a ela imediatamente e na verdade consigo compor a maior parte da música na primeira vez que ouço, na minha cabeça. Com Sean Kingston foi exatamente assim que aconteceu. Eu literalmente ouvi 16 compassos de uma faixa feita pelos incríveis Stargate (já produziram para Beyoncé, Rihanna, Katy Perry) e disse “Oh meu Deus, eu amo essa faixa! Tenho que escrever para ela, deixe comigo!” E no dia seguinte eu mostrei a eles o gancho para “Party All Night (Sleep All Day)”.
Com o “Legacy” do Eminem foi bem diferente. Foi provavelmente um dos piores dias da minha vida, na verdade. Eu briguei com meu então namorado e tinha uma sessão agendada. Entrei no estúdio em prantos e nunca tinha visto o outro escritor antes. Quase cancelei. Acabei me abrindo para ele e escrevemos “Legacy” naquele dia. Toquei para o Interscope de Eminem e o resto é história. Sinto que qualquer coisa – vida, arte, filmes, coisas, pessoas, lugares – me inspiram.
Eu acho que quando você experimenta algo, e isso o coloca neste estado muito emocional que é vulnerável e frágil, é quando você se abre por dentro, e é quando você é mais honesto. E eu acho que a honestidade é o que leva as pessoas a reagirem a uma música. 

Quais foram alguns dos artistas com os quais você mais gostou de trabalhar no passado?   

P: Acho que cada artista com quem trabalhei, obviamente, teve um impacto na minha carreira. Todos eles foram um passo para um novo mundo. Meu primeiro grande destaque foi com Kaskade, que foi quando as pessoas no mundo do EDM começaram a notar meu som e minha voz. Logo depois, acabei conhecendo Steve Aoki e fizemos “Come With Me” juntos. Ele foi realmente uma das primeiras pessoas a me colocar sob sua proteção. Steve me levou em sua turnê e garantiu que eu recebesse crédito por minha participação na sua música. Nós nos divertimos fazendo shows juntos. E seus shows são loucos! Na verdade, foi ele quem me ensinou a jogar pôquer nos cassinos de Atlantic City depois dos shows. Meu primeiro jogo de pôquer foi com Steve e eu não sabia o que estava fazendo, ele me ajudou e eu acabei ganhando! 

Você já se apresentou em alguns palcos internacionais importantes, como Ultra e Tomorrowland.
Qual foi seu momento favorito ao vivo em sua carreira até agora? 

P: Eu toquei no palco principal do Ultra com Steve Aoki e foi incrível. Esse foi provavelmente o maior show que fiz para cerca de 100.000 pessoas. Quando você olha para fora e vê um mar de pessoas, até onde você pode ver, é uma onda tão boa, eu sinto que não há nada igual. Eu deixei de ser uma vocalista de estúdio para de repente tocar Roseland com Steve, ou Ultra ou EDC. Fui de pequenas salas de compositores em Nova York a grandes festivais, e eu não esperava por isso. Levei um tempo para crescer minha confiança para me apresentar em grandes shows. Eu ainda estou (trabalhando nisso), como artista você está sempre evoluindo. 

Você já fez turnê com Felix Jaehn e Steve Aoki. Quais são alguns momentos memoráveis desses shows?  

F: Quando “Book of Love” estourou com Felix Jaehn e eu estava na Alemanha em turnê com ele, foi incrível! Lembro que estávamos no último show da turnê e a música se tornou #1 lá. Foi incrível estar em um país onde minha música estava atualmente em #1 com toda a multidão cantando a letra comigo. Ouvir uma música que você criou tocar na rádio em algum lugar, é uma sensação tão maluca, porque você sabe como escreveu em uma pequena sala ou em um estúdio e então a música te pega do nada. Nunca me canso disso. É meio mágico. 

Quem é o artista dos seus sonhos para colaborar e por quê? 

P: Quando eu era nova, eu ouvia muitos artistas e músicas que minha mãe tinha, desde Michael Jackson a Sting e Sade e George Michael. Eu fui muito influenciado por Sade enquanto crescia, e muitas pessoas comparam meus vocais aos dela. Eu acho que ela é tão atemporal. Dos atuais: Eu realmente amo Ed Sheeran e Sam Smith. Eu acho que eles são fenomenais. É um pop incrível e é tão difícil de fazer e eles simplesmente acertam o tempo todo. Acho que fazer um dueto com um deles seria incrível. Ou ambos! 

Vamos fingir que a pandemia acabou oficialmente e você pode fazer uma turnê em qualquer lugar do mundo.
Qual seria a rota dos seus sonhos? Para quais países você gostaria de ir? 

P: Eu acho que porque meu último single se chama “Faena” e o Faena original está na Argentina e eu nunca estive lá, eu adoraria ir para a Argentina e Buenos Aires e ver, sentir, dançar (o lugar). América Latina. Eu fui ao Brasil uma vez e as pessoas são tão vibrantes, dá pra sentir a energia delas! É um lugar tão autêntico visualmente. Era tão lindo que eu não dormi por três dias. Eu queria ver o nascer e o pôr-do-sol todo dia!
Além da América Latina, Ásia, Europa e Reino Unido também. E eu também vivi nos Estados Unidos metade da minha vida. Eu acho que gostaria de ir a todos os lugares. Uma turnê mundial! 

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